domingo, 1 de março de 2009

O pecado

As virtudes invividas do paraíso
Todas privadas de uma boca e um sorriso
Que mostrou sua beleza o seio da morte
E como todo pecador tentou ler sua sorte

Um descanso que gostaria de ser eterno
Mas o pecado o conquista por ser belo
O deixa a margem de sua desgraça
Seus desejos como papel ele amassa
E faz da vida um jogo incerto

Embriagou-se numa taça de sinceridade
Em seu coma tentou apagar a verdade
Que todas as belas confissões escritas
Apenas por anjos caídos foram lidas

Assim consumiu-se em seu pecado
De todas as virtudes de que foi privado
Desejou ser caído para ser chamado de anjo
Visitou terras estranhas sendo um estranho
Mas nunca encontrou seu verdadeiro diabo

Que atendia pelo nome de...

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