sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A guerra de Ismália

Era jovem tal como você
Moça bonita e encantadora
Seus olhos eram de uma sonhadora
E ainda tinha muito para crescer

Um Pretendente nunca lhe faltava
Com toda sua doçura ao falar
Que rapaz podia não se apaixonar
Com isso, ela nunca se preocupava

Seus sonhos foram interrompidos
Quando uma bala cortou-lhe o coração
A jovem que inspirava paixão
A tão bela jovem havia morrido

Eu que sonhei em tê-la em meus braços
Agora para sempre a tinha perdido
E tudo aquilo que eu poderia ter dito
Por ela nunca será escutado

A vida curta, mais curta se tornou
Nunca voltarei a ver o seu sorriso
Só tenho a lembrança do sangue em seu vestido
No dia que para ti tão cedo acabou

Jovens vivemos e ainda mais jovens morremos
O que resta de tudo aquilo que sonhamos?
O que restou da bela que amamos?
Apenas aproveite o sentido que nunca encontraremos...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Stupid Poetry

Esse pensamento é uma projeção
Uma distante... Ilusão
É o contrário do que é real
Um sonho imaterial

As vezes é o desejo de ser
É a vontade de viver
É o contrário de você
E aquilo que você quer ver

É o travesseiro, o desabafo
Presos como que por um laço
É um sentimento inquietante
Que deseja o beijo de um amante

Deixa-me ser tua ilusão
Um pensamento sem igual
Abraça essa emoção
Que eu faço ser real

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Soneto por Alphonsus de Guimaraens

Como se moço e não bem velho eu fosse
Uma nova ilusão veio animar-me.
Na minh’alma floriu um novo carme,
O meu ser para o céu alcandorou-se.

Ouvi gritos em mim como um alarme.
E o meu olhar, outrora suave e doce,
Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se
Todo em raios que vinham desolar-me.

Vi-me no cimo eterno da montanha,
Tentando unir ao peito a luz dos círios
Que brilhavam na paz da noite estranha.

Acordei do áureo sonho em sobressalto:
Do céu tombei aos caos dos meus martírios,
Sem saber para que subi tão alto...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O Sonho de Ismália

Em seu sonho ela ficou presa
Num subconsciente sem clareza
Será que nesse mundo encontrou,
Aquilo que sua alma desejou?

O certo estava do seu lado
Enquanto o incerto havia lhe puxado
Certo tinha o tempo junto
E o incerto um encanto profundo

Certo muito lhe dedicou
E sua afeição lhe provou
Incerto pouco falou
Mas admiração não lhe faltou

Queria uma resposta consciente
Mas estava presa no inconsciente
Desejou o certo ao seu lado
Mas o incerto havia lhe puxado

Ficou com medo de ter errado
O incerto tinha lhe encantado
Mas nunca escolheria preocupada
Com a decisão mal tomada

Foi assim que o incerto conheceu
Quando o dia amanheceu
A resposta do que escolheu
Só conhece quem o sonho viveu

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Absinthe in my veins

Tão perto do teu ser
Esconde-se o que não deveria dizer
Esconde-se o que deveria esconder
Mas acabarei por te dizer

Tão longe da beleza
Encontra-se uma essência
Que deseja que a incerteza
Torne-se mais do que certeza

Junto com a solidão
Esconde-se esta criação
Que de um nascimento impossível
Cresce uma mudança plausível

Tão longe de você
Nasce a realidade do meu ser
Que de repente questionou
O que poderia te dizer

E ao voltar a si refletiu
O pensamento em questão partiu
Em seu último olhar sorriu
Para um verso que nunca existiu

Recomendado pela minha amiga Érica =]