Todo o erro foi o desejo
Quando teu rosto estava tão perto
Impregnava-me com teu cheiro
E teus olhos eram o horizonte certo
O beijo que em nossos lábios foi escrito
Você cospe para que ele não seja lido
Esperando que eu volte para lamber
Em teu corpo minha sede de você
E muitas vezes eu voltei
Quantas vezes tua sujeira eu limpei
E você fez todo o meu esforço em vão
Deixando-me sem compreensão
Tantas madrugadas te esperando dizer
Uma palavra do que sou para você
E a única palavra que foi falada
Talvez tenha sido das razões a mais errada
Fez-me sentir algo que não sou
Fez-me dormir no lixo que não é meu
Sonhando acordar no lugar onde não estou
Preocupando-me com um problema que é teu
Tudo isso por um esforço em vão
Por uma única ligação sem sentido
Que talvez eu nunca devesse ter atendido
Mas se atendi foi de todo o meu coração
Quis que um dia você ligasse de novo
Mesmo sem motivo, só pelo seu jeito bobo
Existem mais erros do que razões
Vivemos mais brigas que paixões
Mas não me esconda o que sentiu teu corpo
Ainda que teus pensamentos fossem de receio
Tuas mãos estavam quentes como o fogo
Quando minha boca procurava teu seio
Eu fiz tudo que pude por você
Tudo pelas razões erradas
Dei o melhor de mim para o teu ser
Roubei-te rosas já roubadas
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Nada
Como o mesmo nada que nascemos
Sem conhecer em nossa infância
O tempo não espera o nada que vivemos
Marcando com a mais vazia lembrança
Como o mesmo nada que espero
O clímax da ilusão é apenas o incerto
Doente como o vicio eterno
De desejos por um perfume etéreo
Como tudo que buscou ser especial
Mas é tratado como um qualquer igual
Trocado por uma qualquer conveniência
Quando o nada não lhe faz mais diferença
Num disfarce de falsa alegria
Onde a máscara cobre a agonia
O que faz feliz é só mentira
E meu ser não tem serventia
Nada somos a não ser um sonho
Não fui chamado de anjo nem de demônio
Não fui senão um momento
Que não lhe trazia nenhum sentimento
Como o mesmo nada que nascemos
Cada dia, nada vivemos...
Não importa qualquer coisa que eu faça
Terminamos sempre no mesmo nada
Sem conhecer em nossa infância
O tempo não espera o nada que vivemos
Marcando com a mais vazia lembrança
Como o mesmo nada que espero
O clímax da ilusão é apenas o incerto
Doente como o vicio eterno
De desejos por um perfume etéreo
Como tudo que buscou ser especial
Mas é tratado como um qualquer igual
Trocado por uma qualquer conveniência
Quando o nada não lhe faz mais diferença
Num disfarce de falsa alegria
Onde a máscara cobre a agonia
O que faz feliz é só mentira
E meu ser não tem serventia
Nada somos a não ser um sonho
Não fui chamado de anjo nem de demônio
Não fui senão um momento
Que não lhe trazia nenhum sentimento
Como o mesmo nada que nascemos
Cada dia, nada vivemos...
Não importa qualquer coisa que eu faça
Terminamos sempre no mesmo nada
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