Ismália tentou fazer a diferença
Mas não sentiriam falta de sua presença
Não por muito tempo...
Antes que suas memórias caíssem no vento
E não existiriam mais para serem lembradas
Sua poesia seriam palavras abandonadas
Em seu túmulo coberto de terra
Onde toda desilusão se encerra
Onde toda dor deixa de ser forte
Assim ela faz sua despedida
Talvez da morte
Talvez da vida
A vida que não lhe fazia mais falta
Ela rezava para que lhe tirassem a alma
Os dias que já não podia suportar
Cheios de sombras que não podia tocar
Alguns morrem enquanto queriam viver
Alguns vivem enquanto queriam morrer
Alguns com seu medo de morrer
Ismália temia continuar a viver
Foi o mais alto que pode para abraçar o ar
Sem ter quem a pudesse segurar
Despediu-se da solidão
Quando parou o seu coração
sábado, 20 de dezembro de 2008
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