sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Imprevisível, irresistível e incompreensível.

A boca é uma doce incógnita
E o ouvido um completo idiota
Entre eles um final bem conhecido
Por caminhos totalmente desconhecidos

Um beijo sem um abraço
É desejo aprisionado
Palavras que contradizem um olhar
Ou a insanidade de sonhar?

Seria sonhar mera imaginação
Ou o reflexo do que há em um coração?
Como para o fascínio imediato não se entregar?
Quando há mãos que queremos segurar.

Sim, sabemos o que queremos.
Porém não compreendemos
A despedida sem o beijo
É ignorar o desespero

Teu ser intangível
Por si só incompreensível
De sentimento imprevisível
E desejo irresistível.

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